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Lúpus: conheça os tipos, as causas e os principais sintomas dessa doença

Conheça quais são os diferentes tipos de lúpus, a origem e os principais sintomas dessa famosa e complicada doença. Saiba mais!

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por Murilo C.

23/02/2022 | Atualizado em 02/03/2022

Doença rara, mas conhecida 

Lúpus escrito na lousa
Embora raro, o lúpus é bastante conhecido. Fonte: Canva.

Lúpus eritematoso sistêmico. Esse é o nome científico dessa doença. 

Assim é chamada essa doença inflamatória com origem autoimune capaz de afetar órgãos e principalmente tecidos corporais causando sintomas desagradáveis. 

Estimativas apontam que no Brasil há cerca de 70 mil pessoas com a doença.

Contudo, a doença é mais comum em mulheres. 

Dessa forma, os dados mostram que a cada 1.700 mulheres, uma seja portadora da doença.

Por isso, vamos te mostrar agora tudo o que você precisa saber sobre essa doença. 

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Causas do lúpus

A exemplo de outras doenças autoimunes, o lúpus surge quando o sistema imunológico ataca tecidos corporais. 

Contudo, a causa direta ainda é desconhecida pela ciência.

Mas uma série de pesquisas indicam que a doença é resultado de uma combinação de fatores que envolvem: 

Variações hormonais, genes e ambiente. 

Entretanto, ainda não está claro quais são esses componentes. 

Todavia, os pesquisadores possuem alguns palpites dos gatilhos do lúpus. São eles:

  • Raios solares: a exposição é capaz de iniciar ou agravar inflamações pré-existentes;
  • Infecções: quadros infecciosos são capazes de gerar respostas exacerbadas do sistema imunológico;
  • Uso de medicamentos: fármacos para convulsões e hipertensão arterial geram sintomas parecidos com os da doença, mas regridem quando o uso é suspenso.

Os 4 tipos diferentes da doença

Ao todo existem quatro tipos diferentes da doença.

Contudo, embora sejam diferentes, todos possuem alguma semelhança entre si. 

Então, vamos conhecê-los.

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Lúpus Discoide

Se caracteriza por inflamações na pele.

Assim, é possível identificá-lo por meio do surgimento de lesões vermelhas que surgem no rosto, nuca ou couro cabeludo, por exemplo. 

Lúpus sistêmico

Essa é a forma mais comum, variando entre casos graves e leves. 

A inflamação é capaz de comprometer órgãos ou sistemas. Ou seja, não fica restrito apenas à pele.

Os sintomas variam de acordo com o local da inflamação. 

Lúpus induzido por drogas

Essa variação da doença é causada pelo uso de medicamentos ou substâncias que provocam inflamações temporárias.

Contudo, as lesões inflamatórias desaparecem quando se para o uso das substâncias. 

Lúpus neonatal

Esse tipo é raro e afeta os filhos de mulheres diagnosticadas com a doença. 

Ocorre porque os anticorpos da mãe atuam diretamente sobre a criança ainda no útero. 

Assim, quando nasce a criança apresenta erupções na pele, alterações no fígado e baixa contagem das células do sangue. 

Contudo, a boa notícia é que os sintomas desaparecem completamente após alguns meses.

Os principais sintomas

Os sinais da doença surgem de maneira única.

Ou seja, em algumas pessoas surgem de repente e em outras se desenvolvem lentamente.

Além disso, os sinais variam, sendo leves, moderados, graves, temporários ou permanentes, por exemplo.

A maioria das pessoas apresentam sintomas moderados que aparecem de maneira esporádica. 

Ou seja: em formato de crises, mas tendem a desaparecer. 

Assim, é comum que os portadores da doença tenham ciclos de atividade e remissão do lúpus.

Os sintomas variam de acordo com a região do corpo afetada, assim como a intensidade.

Dessa forma, os sinais mais comuns são:

  • Cansaço e fadiga constantes;
  • Febre baixa;
  • Dores articulares;
  • Rigidez da musculatura;
  • Vermelhidão na face em “formato de borboleta” na região das bochechas e nariz que piora com a luz do sol;
  • Lesões na pele que pioram quando expostas a luz do sol;
  • Dificuldades para respirar;
  • Sensibilidade à luz do sol;
  • Dor de cabeça;
  • Confusão mental seguida de perda de memória;
  • Aumento dos linfonodos;
  • Queda de cabelo;
  • Feridas na boca;
  • Mal-estar;
  • Náuseas e vômitos;
  • Ansiedade;
  • Desconforto generalizado. 

Diagnóstico

O diagnóstico de lúpus é complicado.

Afinal, a doença possui uma série de sintomas clássicos. 

Por isso, é preciso a realização de exames específicos como forma de excluir outras doenças e diagnosticar o lúpus.

Infelizmente, não há um exame específico para a doença em si!

Então, é preciso uma busca minuciosa por meio de testes generalistas para confirmar o diagnóstico.

Assim, os principais exames utilizados para o diagnóstico da doença são:

  • Análise física dos sintomas apresentados pelos pacientes;
  • Exames de sangue generalistas;
  • Testes sanguíneos para presença de anticorpos;
  • Radiografias;
  • Biópsias. 

Então, com o diagnóstico em mãos, o médico – clínico geral ou reumatologista, fecha o diagnóstico e dá início ao tratamento. 

Tratamento

O tratamento para lúpus envolve o uso de uma série de medicamentos e substâncias visando controlar os sintomas e assim, trazer qualidade de vida aos pacientes.

Então, as principais formas de tratar a doença se dão por meio do uso dos seguintes artifícios:

  • Anti-inflamatórios generalistas;
  • Protetores solares;
  • Corticóides tópicos e sistêmicos;
  • Drogas específicas, como a hidroxicloroquina. 

O tratamento é único para cada paciente.

Alimentação promove uma série de melhorias à saúde

Quando o assunto é tratamento, remissão e qualidade de vida do paciente com a doença, a alimentação é de grande importância.

Embora tenha sido negligenciada por muito tempo, hoje se tornou comum pacientes buscarem orientações alimentares como forma de controlar a doença.

Por isso, cada vez mais pacientes buscam uma alimentação inteligente para combater a doença. Pensando nisso, abaixo separamos um conteúdo sobre esse assunto. Confira!

Alimentos saudáveis dispostos na mesa

Dieta para lúpus

Descubra como uma dieta para lúpus é capaz de trazer qualidade de vida e manter a doença sob controle.

Sobre o autor

Murilo C.

Murilo C. é biomédico formado em 2010 com vivência clínica e laboratorial. Além disso, é formado em nutrição, com especializações na área de nutrição esportiva e fitoterapia. Atuante na área de nutrição clínica, acredita no poder dos alimentos como forma prevenir e tratar doenças. Escritor, leva informação de qualidade sobre saúde e alimentação para todos há uma década.

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